sexta-feira, 3 de outubro de 2025



O poeta Mario Quintana (1906-1994) acumulou três tentativas frustradas de ingresso na Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 5 de agosto, o alegretense ocupou a inexistente Cadeira 41 de forma póstuma.

Desde 2017, a escritora e imortal Ana Maria Machado organiza essa iniciativa. Trata-se de um ciclo de homenagens àqueles nomes da cultura nacional que não entraram em vida para a instituição, seja por falta de interesse ou por outros motivos.

— Sempre faço um olhar sobre as pessoas que não foram acadêmicas, mas que eu, pessoalmente, assumo a responsabilidade de que poderiam ou mereciam ter sido — explica Ana Maria Machado, ocupante da Cadeira nº 1 da ABL, para a qual foi eleita em 2003.

Mário Quintana nunca precisou de uma cadeira para ser eterno. Sua poesia já o havia imortalizado muito antes. É bonito ver a ABL reconhecer, ainda que tardiamente, a grandeza desse poeta que soube transformar o simples em encantamento.

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