A POESIA QUE NÃO DECOREI
(Celso Ferruda)
Tentei interpretar cada passo dado.
Julguei minha memória a melhor,
Esbarrei na doce essência existente.
Tentei decorar cada palavra esquecida,
Cada momento que me trouxe à vida,
Cada impulso para não fracassar na lida,
Mas a poesia era impossível de decorar.
Queria apenas ver as ondas do belo mar,
Queria apenas outro livro folhear...
Queria tudo o que é belo da poesia,
Mas a poesia também tem ilusões...
Olhei para o céu e a nuvem me dizia...
Olhei para o horizonte e a beleza se fazia...
Olhei para um semblante que assim sorria...
Pulsou meu coração e a poesia virou paixão.
Então passei a contemplar olhares,
E nunca mais decorei a poesia.
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