Jacques-Marie Émile Lacan foi um psicanalista francês. Renovou a psicanálise a partir da década de 1950, promovendo reinterpretações de conceitos freudianos, novas práticas clínicas e uma integração da psicanálise com a linguística saussuriana e o estruturalismo.
Ele retira uma pergunta do italiano ( CHE VUOI? ). Segundo ele, há uma indagação que atravessa silenciosamente muitos dos nossos conflitos: “O que o outro espera de mim?” Nesse sentido, Lacan conclui de forma bastante perspicaz que, no fim das contas, na raiz de todos os nossos desejos está o desejo de ser reconhecido pelo Outro.
O raciocínio é simples: se eu quero a coisa que o outro quer isso significa que o que me atrai de fato não é a coisa em si, mas o olhar do outro sobre a mesma coisa. Essa não é um sentimento momentâneo, pois remete as necessidades do passado.
É uma marca que o sujeito carrega desde seu auto reconhecimento como pessoa, quando para existir, precisou responder ao desejo de alguém, e deixou isto se perpetuar.O problema é que, ao tentar decifrar e corresponder a essa expectativa, muitos perdem o contato com seus próprios desejos. Ficam no modo automático, vivendo para agradar, sem saber exatamente o que querem. E frustrando-se a cada tentativa de ser feliz.A angústia, a depressão e a frustração surge aí: no ponto em que o desejo do outro, torna-se mais importante que o seu. E muitas vezes você não consegue satisfazê-lo.
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