Arvore velha, de galho arqueado,
molduram o campo num quadro abençoado.
e o sol repousa pra encerrar o dia.
O sol cansado desce a coxilha,
e a tarde espia com jeito de irmã.
Na velha figueira, o vento se encilha,
bordando a sombra no mesmo divã.
No açude claro, o céu faz cambicho,
num espelhinho que o dia formou.
E cada rastro, num passo de bicho,
é verso antigo que o dia formou
A cerca esguia risca a distância,
mas não separa, só sabe guiar.
E a noite chega, cheia de instância,
trazendo calma pra tudo assentar.
Ah, fim de tarde de alma campeira,
pago querido que guarda a raiz.
No teu silêncio, o campo se inteira,
pois quem te emoldura já vive feliz.
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