segunda-feira, 27 de abril de 2026

 

Atualmente, cinco países africanos têm o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
A literatura desses países carrega marcas profundas da colonização portuguesa, que impôs a língua e formas literárias ocidentais.
Ainda assim, essa produção não representa submissão cultural, mas resistência e reinvenção.
Autores contemporâneos transformam o português em instrumento de expressão própria, mesclando-o a elementos das línguas locais.
Mia Couto é um exemplo dessa recriação linguística e cultural.
A tradição oral também exerce forte influência, mantendo vivos ritmos, temas e estruturas narrativas.
Durante o período colonial, o acesso à escrita era restrito, o que valorizou ainda mais a oralidade.
A poesia, por sua proximidade com a fala, destacou-se como forma inicial de expressão.
Mesmo diante de desafios educacionais, a literatura africana em português revela grande riqueza cultural.
Assim, ela não apenas reflete a realidade, mas também a transforma.


 

(Retirado do Facebbok do escritor Sid Fontoura)

Gênero literário com raízes fincadas na cultura popular brasileira, o Cordel teve como berço a Região Nordeste. Embora, desde o século XVI, romances em versos de origem portuguesa e espanhola tenham circulado pela colônia, somente em 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil e a instalação da Imprensa Régia no Rio de Janeiro, foi possível a impressão de algumas brochuras que contavam histórias tradicionais, como a da sábia Donzela Teodora, originária de um conto do Livro das Mil e Uma Noites. Histórias contadas de geração a geração, reescritas e ampliadas, passaram a compor o acervo da Literatura de Cordel graças, principalmente, à iniciativa de um poeta genial chamado Leandro Gomes de Barros, que nasceu na Paraíba em 1865, mas viveu parte de sua vida no Recife, onde veio a falecer em 1918. Leandro escreveu, entre tantas obras, História do boi misterioso, A força do amor, O cachorro dos mortos e a História da donzela Teodora.
Publicado originalmente em folhetos de tamanho variado, o Cordel aborda uma grande variedade de temas, dos contos de fadas aos romances de bravura; das pelejas (disputas reais ou inventadas) entre repentistas aos contos de gracejo ou anedóticos. Também narra, de um jeito muito especial, fatos históricos, e reconta a vida de pessoas, anônimas ou conhecidas. Exatamente como Jonas Samaúma faz na coleção Vidas em Cordel. Não é à toa que o Cordel já foi chamado, em outros tempos, de “jornal do povo”.
Imagem: Intranet/imagen

 LIVROS DA ALVALES CIRCULANDO EM DIFERENTES ESPAÇOS







No Dia Internacional do Livro, o acadêmico Athos Beuren encantou o público ao participar de um momento especial de palestra e sessão de autógrafos. Autor de obras voltadas tanto ao público infantojuvenil quanto ao jovem adulto, ele reafirmou, mais uma vez, sua conexão com leitores de diferentes idades.

Com mais de 20 livros publicados, sua trajetória literária começou de forma precoce e admirável: aos 11 anos, lançou sua primeira obra, Viver ou Morrer – Esta é a Jogada. Desde então, construiu um caminho sólido, marcado por criatividade, dedicação e uma impressionante proximidade com seus leitores.

Seus livros, que conquistam milhares de jovens por onde passam, já fazem parte da prática pedagógica de diversas escolas, contribuindo para despertar o interesse pela leitura de maneira envolvente e dinâmica. Não por acaso, Athos também se destaca como patrono de inúmeras Feiras do Livro, levando sua experiência e entusiasmo a diferentes espaços culturais.

Pioneiro no Brasil no gênero dos livros-jogos (RPG), foi o primeiro escritor nacional dessa área a receber o Prêmio Açorianos de Literatura na categoria infantojuvenil,  reconhecimento que reforça a relevância de seu trabalho.

E a caminhada segue em pleno ritmo: para 2026, o autor já anuncia o lançamento de três novos títulos, prometendo ainda mais leitura, imaginação e aventura para seus fãs.

Athos Beuren é um verdadeiro incentivador da educação e da cultura, alguém que inspira jovens a descobrirem o prazer de ler e escrever.

ALVALES: ENDEREÇO CERTO DA CULTURA EM NOVO HAMBURGO



POR QUE LER FAZ TÃO BEM?


 MALA LITERÁRIA


          Momento que merece destaque é a iniciativa da acadêmica Nícias Dória Sauer, que deu início à sua “Mala Literária”, visitando a Escola Municipal Presidente Prudente de Moraes. Trata-se de um projeto de grande relevância, que leva livros de autores da ALVALES às escolas, aproximando jovens leitores da produção literária regional. Um gesto que semeia o gosto pela leitura e fortalece, desde cedo, o vínculo com a nossa cultura.







 

 LANÇAMENTO DO LIVRO "SOIS DEUSES", DA ACADEMIA GRAMADENSE


No dia 17 de abril de 2026, a literatura reuniu vozes, afetos e reflexões em um encontro especial na cidade de Gramado. Na ocasião, as acadêmicas Aida Pietzarka e Carmen Regina Teixeira de Quadros representaram a ALVALES junto à AGLA, em um evento marcado pela valorização da palavra escrita e do pensamento.

O encontro teve como ponto alto o lançamento da obra Sois Deuses: da ficção à realidade, de autoria do presidente da AGLA, Marcos Ferreira. A obra convida o leitor a transitar entre os limites do imaginário e do real, instigando reflexões que ultrapassam as páginas e se estendem à experiência humana.

Realizado na tradicional Sociedade Recreio Gramadense, o evento contou com a presença de inúmeros escritores e representantes da cena literária regional, consolidando-se como um espaço de encontro, troca e celebração da literatura.

Momentos como esse reafirmam a importância das academias de letras como guardiãs da cultura e promotoras do diálogo entre autores e leitores. Mais do que um lançamento, foi uma noite de partilha, de ideias, de trajetórias e, sobretudo, de amor pela palavra.










 MOSAICO DE FOTOS DE MOMENTOS DIVERSOS DOS ACADÊMICOS DA ALVALES



 

terça-feira, 21 de abril de 2026



 Poesia / Adriane Marlei Kalsing

Perco-me
E acho-me
Nas rimas das palavras
Meus pensamentos criam asas,
Para longe voam
Levados ao vento
É a pulsação de tudo
Mistério profundo
Expressão de sentimentos...
Ah! poesia...
Meu elixir
Que atravessa o tempo!
21/3/2023

 O ACADÊMICO SID FONTOURA CONQUISTOU MAIS UM CERTIFICADO INTERNACIONAL. PARABÉNS, SID! A ALVALES SE ORGULHA DE VOCÊ!



 ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO, APÓS A REUNIÃO DO DIA 11/4/2026, NO RESTAURANTE HABITUE




 CONVITE PARA O ENCONTRO DO PROJETO LITERATURA E DIVERSIDADES



 ACADÊMICA ZULMA DE BEM RETOMANDO SUA OFICINA



 CONVERSA LITERÁRIA DO DIA  29/4/2026

                                                            CONVITE



segunda-feira, 13 de abril de 2026












RESUMO DA CONVERSA LITERÁRIA DO DIA 9/4/2026

No dia 9 de abril de 2026, tivemos um encontro especial: a 1ª Conversa Literária do ano, coordenada pelo acadêmico Ivanio Habkost. A convidada da  tarde foi Thaís Nicolini, do Clube de Literatura Clássica. Com um público seleto e atento, o evento foi um verdadeiro sucesso, marcado por reflexões profundas e inspiradoras.

A palestra nos convidou a pensar a poesia como um caminho de encontro consigo mesmo. Desde Aristóteles, sabemos que a poesia não é apenas imitação da realidade, mas uma forma de recriá-la. E, como lembra María Zambrano, ela é também um encontro, daqueles que nos surpreendem e nos transformam.

Ao longo da fala, percebemos que a poesia revela aquilo que, muitas vezes, nem sabíamos que estava dentro de nós. Para Octavio Paz, o poema é esse espaço onde o mais íntimo vem à tona. Já Northrop Frye nos lembra que a literatura é um desvelamento: uma forma de nos enxergarmos com mais profundidade.

Com uma linguagem intensa e cheia de sentidos, como diria Ezra Pound, a poesia nos leva para além de nós mesmos. E, nesse movimento, como aponta Michek Collot, acabamos nos reencontrando.

Os poemas apresentados tornaram tudo ainda mais vivo: a busca de sentido em Dante Alighieri, as transformações do eu em Cecília Meireles, o tempo em Mario Quintana e os paradoxos do amor em Luís de Camões.

Também ecoaram reflexões profundas em Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Luiza Neto Jorge, mostrando que a poesia nos ensina, inclusive, a lidar com as quedas da vida.

Ao final, ficou a certeza: a poesia não apenas expressa, ela revela, transforma e nos ajuda a entender quem somos.

terça-feira, 7 de abril de 2026

 


 


Na crucificação do poema / Paulo de Vargas
Crucifiquei os meus medos
e preguei as mãos vazias,
nesta mente de ironias
pus a coroa de espinhos,
arrastei-me nos cantinhos,
senti a ira do meu ego
sem temer a dor do prego
querendo os mesmos caminhos.
Arrastei para o calvário
toda a minha crueldade,
carreguei junto a inverdade,
que só me provocou trauma,
e as horas que bati palma
nos estranhos vilarejos,
de alguns inúteis desejos
só querendo às custas da alma
Comigo, a mãe poesia,
vendo triste, torturar-me,
e a inspiração com seu charme,
a deusa que dá valor
ao meu ser compositor,
viu no final do poema
ressuscitar do dilema
numa ascensão de escritor.
Outono de 2026
Estância Velha-RS

"O Montenegrino"


A OfIcIna de Alfabetização de Adultos da ALVALES, sob a coordenação da acadêmica Zulma de Bem retornou às atividades no dia 1º de abril de 2026. Parabéns à colega Zulma pelo brilhante trabalho!




 O Crepúsculo da Existência

Aida Pietzarka
Estamos aqui apenas de passagem, somente para aprendizado e evolução, mas o tempo final da existência parece sempre injusto e cruel, iguala a todos, os diplomas e títulos se tornam inúteis, nenhum deles passa a ser critério de uma morte mais digna ou menos dolorosa.
Fortunas acumuladas durante toda uma existência seriam facilmente trocadas por mais alguns meses ou anos de estadia nessa dimensão.
Quanto tempo desperdiçamos com coisas inúteis, vaidades desnecessárias, brigas sem propósitos.
A finitude do corpo físico deveria ter mais importância no dia a dia, para nos manter cientes do que realmente tem valor.
Os abraços que distribuímos, o amor que espalhamos, a atenção que damos aos que nos rodeiam são os maiores tesouros que podemos acumular nessa breve existência.
É triste ver pessoas que amamos chegarem aos 80, 90 anos e saber que a finitude nessa existência está próxima. Só nos resta amá-los ainda mais para que o crepúsculo de sua existência seja leve, feliz e cheio de paz.



 CONVERSA LITERÁRIA: "A poesia como forma de entender a si mesmo"

O acadêmico Ivanio Habkost Fernandes está organizando a Conversa Literária do dia 9/4, às 15h30. Na ocasião, a palestrante Thais Nicolini, do Clube de Literatura Clássica, conduzirá a palestra sobre o tema "A poesia como forma de entender a si mesmo".



 Temos muitos grandes escritores brasileiros, mas hoje vamos homenagear os que seguem: