terça-feira, 29 de setembro de 2026

 RETOMANDO A HISTÓRIA DA ALVALES, CONFORME APONTAMENTOS DE LITI BELINHA RHEINHEIMER

Retomando um pouco do histórico da ALVALES:

De 1986 a 1988,  dois anos transcorreram de corre-corres até que a ALVALES existisse de fato. Devemos a alguns heróis a façanha: a Amândio Klaus, professor de Campo Bom que pesquisou, elaborou e escreveu o 1° estatuto; Marieta Constante,professora de Campo Bom,  Catarina Macedo Hermes e Liti Belinha Rheinheimer professoras em N. H., que levaram a documentação do proceso para onde fosse necessário; Ramiro Sahpiras, advogado de São Leopoldo que cuidou da parte jurídica; Elenice Kahtirian cuidou da propaganda em jornais, revistas, rádios.

Depois de 1988, bem depressa perdemos a sala 31 do Centro de Cultura. A Secretaria de Educação e Cultura necessitava  da sala para outras atividades. Mandaram-nos para a Biblioteca Pública Municipal, mas nossas conversas atrapalhavam os leitores. Assim, ficamos sem sede e nossos encontros passaram a ser em nossas casas. 

Tarde poética na Buerhalle: 23/3/1991
Em pé:Amândio E. Klaus, Olmiro de Oliveira, Tânia Raquel Franzen, Maria Helena.
Sentados (1° foto): Marieta Constante, Catarina Macedo Hermes,  Ramiro Sáhpiras, Liti Belinha, Simone Diniz da Costa.


Esqueci, antes, de dizer que Olmiro de Oliveira, desenhista,  criou o logotipo da ALVALES,  em preto e branco, o original.


1992 -  ALVALES na Feira do Livro.

Participamos de Feiras de Livros em várias cidades, além de N. H. , Campo Bom,  Sapucaia, São Leopoldo, Taquara, Ivoti, Gramado, Canela,  Esteio e outras.


Fomos para Chapada e Frederico Westphalen com viagem e estadia pagas pelas prefeituras de lá.


Nova Roma do Sul, Liti Belinha entregando a antologia "Luzes Literárias" ao Prefeito da cidade, em 26/11/1995.


Retomando um pouco do histórico. A ALVALES é regional. Tivemos acadêmicos das redondezas. Esta placa recebi do grupo de teatro Monaliza de Esteio, pois o integrante era o diretor do teatro e participava da  ALVALES.Podem ver que a data é 1992.Na década de 1990, não existia celular, muito menos WhatsApp. Fotos ? Só com máquina fotográfica. Por isso, não temos muitas fotos.

Importante era a presença e a palavra: oral e escrita. A todo lugar que se ia, muitos declamadores havia, uma arte que se perdeu, atualmente.Importante, também é que não estávamos isolados. Mantínhamos contato com várias entidades afim.

Casa do Poeta Rio-grandense, sede em Porto Alegre. Dia de homenagem. A 2° sou eu. Ramiro Shápiras atrás. Outras pessoas de lá.

Ione Maria da Rocha Jäger, da ALVALES, também foi homenageada. Eu, com ela.


Joaquim Moncks, presidente,  discursando, eu de vermelho, 1992.




 Em Santa Maria, eu, representando Novo Hamburgo e a ALVALES, em um concurso de Conto e Poesia, com menção honrosa., 1993.

Também fomos a um congresso de Poesia em Nova Prata, mas não fizemos foto. Éramos um grupo muito unido, coeso e havia companheirismo. Se a maioria não podia, dois ou mais iam viajar para representar a academia. As viagens eram de ônibus , junto com outras entidades de Porto Alegre. 




Em 1992, também fui entrevistada por uma jornalista da TV Guaíba, para falar sobre a ALVALES, pois foi um sucesso ter sido criada uma Academia Literária no interior. Foi gravado numa fita cassete que hoje nem temos como acessar.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

  


BEBA DA ÁGUA DA FONTE ONDE OS CAVALOS BEBEM... (Celso Ferruda)

Precisamos entender por que os cavalos não bebem qualquer tipo de água. Eles não bebem água suja nem contaminada. São inteligentes o suficiente para perceber que qualquer impureza pode levá-los ao sacrifício e, consequentemente, ao caminho da morte.
Se um dia alguém lhe chamar de cavalo, tenha orgulho de carregar um símbolo de inteligência, resiliência, garra e respeito. Afinal, não é qualquer água que serve para circular em seu corpo e regar sua vida; é preciso buscar aquela que vem da fonte, do córrego onde a vida brota!
Não é qualquer palavra, vinda de qualquer fonte, que deve indicar o caminho mais próspero a seguir.
Não são os ideais dos outros que devem prevalecer sobre os seus, mas, sim, aqueles que nascem de sua própria consciência, de seus valores e de sua verdade.
Precisamos filtrar as águas que entram em nossas vidas. Precisamos filtrar pessoas, ações, atitudes e palavras.
Precisamos nutrir-nos de lições de vida onde o amor prospera; onde a felicidade habita; onde os braços que abraçam sejam sinceros; onde os sorrisos sejam verdadeiros; onde as bocas que se abrem tenham propósito e responsabilidade naquilo que dizem; onde os ouvidos que escutam armazenem conteúdos límpidos, para que, mais tarde, possam semear a grandeza daquilo que ouviram — já filtrado, preparado para crescer e dar frutos.
Beba da água que os cavalos bebem, sim! Mas beba com sabedoria e com a segurança de que, quando precisar transportar alguém, possa fazê-lo com afeto e carinho, tendo consciência do ato de amor que está praticando.
Mas também saiba dar os saltos, as corcoveadas e os coices necessários para lançar para longe aquelas atitudes caóticas que tentam envenenar, contaminar ou sujar a água que lhe faz bem — a água que alimenta e preserva o seu viver.
Beba da água que os cavalos bebem e perceba o quão valioso é o seu espírito!

 


Procuro-te

Procuro-te na minha poesia
no fado tema do meu coração,
procuro-te na preciosa canção
no arranjo sonoro da melodia.
Procuro-te no místico arrebol,
entre as estrelas do rude suspiro,
em meio às metáforas do papiro
na velada solidão do paiol.
Procuro-te numa declamação
no tal vazio do jardim Parnaso,
num olhar perdido na vastidão,
no meu sorumbático olhar ocaso.
Procuro-te no mágico universo,
nas linhas da minha escrita infinita,
onde a arte poética palpita
para te reencontrar em algum verso.
Inverno de 2026
Lua
ESTÂNCIA VELHA-RS
Paulo de Vargas
"O Montenegrino"

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