segunda-feira, 4 de maio de 2026

 


UM É O OUTRO - Liti Belinha Rheinheimer

Excelente livro da autora Marinês Queiroz. " A vida é repleta de desafios, e um dos maiores deles é o ato de perdoar. Sua importância vai muito além de uma simples troca de favor entre duas pessoas; o perdão é, na verdade, um presente que oferecemos a nós mesmos." (Trecho, capítulo 2 - A Aceitação do Perdão)

UM É O OUTRO - Liti Belinha

Nunca entendi por que muitas pessoas fazem questão de cultivar atitudes erradas, comidas erradas, bebidas erradas e outras " coisas" erradas. Aprenderam e sabem o que é certo, mas teimam e continuam no errado. Prejudicam a si mesmos e às vezes, aos outros, mas seguem no errado. Parece até que têm prazer assim. Gostam de sofrer!

 


A sua poesia...
Visualizei imagens não vistas,
andei em trajetos desconhecidos,
e discursei para ausentes ouvidos,
vitória de perseguidas conquistas
sendo a comoção de outros comovidos.
Defendendo o grito aprisionado,
e soltei dos grilhões os cativados,
a vitória dos tristes derrotados,
consulta de quem não foi consultado,
suavizei diferentes pecados.
O forte sol para um sonhado dia,
a fé de quem esqueceu a aliança...
Os rastros para alimentar a andança,
eu fui a sua própria poesia,
ora a sua imperdível esperança.
Outono de 2026
Shopping Novo Hamburgo
Paulo de Vargas
"O Montenegrino"



A CRÓNICA QUE O LELO NÃO PÔDE ESCREVER

Durante muito tempo, muitos hamburguenses foram leitores assíduos das crônicas do jornalista Aurélio Decker, carinhosamente chamado de Lelo.

Recentemente, Rafael Decker, seu filho, escreveu uma crônica em homenagem ao pai, por ocasião dos dois anos de seu falecimento. Aurélio Decker tinha um estilo muito particular: suas crônicas eram construídas como se fossem dirigidas a uma tia, Lucila, cuja fala, marcada por um forte sotaque alemão, conferia leveza, humor e singularidade aos textos.

Na homenagem, percebe-se que Rafael Decker dialoga com o estilo do pai, preservando traços marcantes de sua escrita, mas imprimindo também sua própria criatividade e sensibilidade. Ao ler o texto, muitos leitores foram tomados por uma emoção especial. Em um primeiro momento, tiveram a impressão de estar diante de um texto do próprio Lelo, tamanha a afinidade de estilo. Essa proximidade resgata a alegria que suas crônicas proporcionavam e reafirma a marca deixada por seus escritos, que encantaram uma época.

A seguir, compartilha-se a crônica escrita por Rafael Decker, como forma de homenagem e de preservação dessa memória literária tão querida.

A CRÓNICA QUE O LELO NÃO PÔDE ESCREVER
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- RÉÉÉÉÉLIO??? O GUE TU TA FACENDO AGUÍ?
- Oi Tia Lucila, que bom sonhar contigo!
- TU NÂO TA SONHANTO, TU TA AGUÍ NO CÉU! GOMO PODE ISSU? TU FALOU A VITA INDÊRA QUE NÃO IA PRO CÉU.

VICAFA FALANTO POPAGEM QUE IA PRO INVERNO COM O TAIFEL!!

- Pois então Tia, me enganei, se estou aqui é porque me escapei do Taivel.

- MAS TU MOREU DE GUÊ? ALCUM PANDIDO TE PECOU? TU FIVIA FACENDO TENUNCIA NO CHORNAL
- Não Tia, nenhum bandido me pegou, tive câncer de próstata, e depois ae espalhou por tudo.
-EU FALEI BRA TI NAO FUMA DANTO, E ARUMA TANTA PRIGA, FAS PRO GORAÇAO
- GUERO VÊ ACÓRA TU AGUI NO CÉU, NÃO TEM CHORNAL PRA ARUMA ENGRENCA; TOTO MUNDO FIVE EM BAZ.

- É Tia, eu vou ter que me acalmar se eu quiser ficar aqui.

- NET SO TUM CURÍ, ACORA TU FAI BOTE TE AGALMAR, E FAI TER TEMP PRA GONVERSAR GOMICO E GOM DEUS AMICOS QUE DAMBEM ESTAO AGUI.
- Sim Tia, eu realmente sentia muita falta de todos vocês. Sem falar no Pibi e na Amazonas.
-GUEM ZAO ESSES?
- Os cavalos Tia, que eram como filhos pra mim!
-DU NAO TEM CHEITO MESMO, CHÁ TA FALANTO PESTERA, DU NUNCA LEFO NADA A ZÉRIO, GRESBINHO.

- É sério Tia, eu amava eles de verdade. É sempre tudo assim tão calmo aqui? O que tem ali depois daquelas nuvens? Chove aqui? É frio no inverno?

- FÍU, CHÁ DA GUERENDO SAPER DE TUTO. AGUI É GALMO, TOTO MUNDO FIVE PEM, ESSA NEPLINA BARECE AGUELA DE SÃO VRANCISCO GUE DU TANTO COSTAVA.

- Tia, eu vou dar uma volta para conhecer melhor aqui, tu sabe aonde fica a recepção?

- MEIN GOTT, EU SAPIA GUE TU CHA DAVA NERFOSO, DU NAO TEM CHEITO MESMO RÉLIO. ME LEMPRO BEM GUANDO TU FUCHÍO DE GASA E DUA MAE TE TEU UMA DUNTA BEM POA. AGUELA FEZ EU TE TEFENDIA, MAS ACORA TU CHA É CRANDE E NAO FOU MAIS TE ACHUDA...


 Na praia da paixão / Paulo de Vargas

Quisera contar estrelas à beira do mar,
nas madrugadas calientes do coração,
um bom poema na areia pura rabiscar,
e sentir a brisa perfumada da paixão.
E quisera tanto confidenciar à lua
quanto sinto a tua ausência nas noites vazias,
quando pela cidade, perambulo na rua,
sem o tema das minhas preciosas poesias.
Quisera sentir o mar tocando em meus desejos,
salgando o doce mistério deste bom viver,
as estrelas iluminando os nossos bons beijos,
deixando o nosso poema na areia pra alguém ler.
Primavera 2025
Portão-RS
"O Montenegrino"

  UM É O OUTRO - Liti Belinha Rheinheimer Excelente livro da autora Marinês Queiroz. " A vida é repleta de desafios, e um dos maior...