quarta-feira, 29 de outubro de 2025


 Por Sid Fontoura

Criar e estreitar laços com as pessoas é saudável para todas as relações. No entanto, é preciso sempre ter cautela para que isso não se torne uma dependência emocional.
Algumas pessoas não querem se curar, apenas buscam um pouco de atenção, o sofrimento se torna uma situação de conforto, e a realidade se transforma em um enorme palco, onde representar sofrimento traz atenção. Alguns terapeutas afirmam que o sofrimento psíquico existe por falta de apego, de alguém por perto para atender, satisfazer alguma vontade momentaneamente.
Quando alguém está confortável no papel de vítima, não quer a cura, não procura a libertação. O acolhimento quando acontece, cria uma dependência do sofrimento, pois se não existir a dor, poderemos ficar sozinhos.
Freud explica o sentimento de dependência em uma relação passional e sua ligação com a diminuição da autoestima e o medo do desamparo. Segundo ele, o indivíduo tem sua autoestima reduzida quando ocorre uma atenção exagerada e quase obsessiva. O cuidado deve existir, mas nunca com o sentimento de superproteção.


 EM BUSCA DA PAZ / Zulma T. de Bem

Fomos criados para viver toda a beleza,
Da fraternidade, do amor e da alegria;
Pelo trabalho, ter o pão de cada dia,
Em coerência com Deus; com a natureza.
Porém, no mundo em que estamos, hoje em dia,
Mergulhado no terror e na incerteza;
A paz não tem lugar; não tem firmeza;
Almejá-la é quase uma utopia!
Entretanto, para quem mantém acesa,
A chama da fé, luz que nos guia,
É possível encontra-la com clareza;
Quando, em breve, chegar aquele dia,
Da justiça, do amor e da sabedoria;
Com liberdade, que é a maior riqueza!

 DIA NACIONAL DO LIVRO - 29 DE OUTUBRO


   ORGANIZAÇÃO DA BIBLIOTECA DA ALVALES EM FASE FINAL




A fase final da organização da Biblioteca da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos está prestes a ser concluída. O empenho e a dedicação das acadêmicas Nícias Dória Sauer e Carmen Gomes foram essenciais nesse processo — parabéns às duas pelo belo trabalho! A instalação das prateleiras ficou a cargo do acadêmico Ivanio Habkost, que também merece reconhecimento pela colaboração.

 


Por Sid Fontoura

Estamos deixando de ter amigos para ter contatos, conexões, redes, grupos e, mais recentemente, assistentes virtuais que nos ouvem sem julgamento”, conforme afirmou Ingrid Gerolimich, psicanalista, socióloga, documentarista e comentarista sobre temas da atualidade, com contribuições em veículos como Revista Cult, UOL, Revista Marie Claire, Fórum e Carta Capital, a recessão de amizade não é um acidente histórico, mas uma consequência da forma como vivemos e organizamos nossas prioridades. O tempo, bem escasso na lógica produtivista, é devorado pelo trabalho, pelas tarefas domésticas e pela manutenção da persona digital — deixando pouco espaço para a construção lenta e cuidadosa das amizades verdadeiras.
O filósofo Platão definiu a amizade como “a predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro”, Agostinho de Hipona afirmava que “o ser amigo nos funde na amizade do ser; os amigos são uma só alma” e Aristóteles parece fundir os dois pensamentos: “a amizade é uma alma com dois corpos”.
Pitágoras falava de que era “amigo da filosofia”, assim surge a composição de philos e sophia, ressaltou por um pensador contemporâneo: “A intimidade entre amizade e filosofia é tão profunda que esta inclui o philos, o amigo, no seu próprio nome e, como muitas vezes acontece em toda proximidade excessiva, arrisca não conseguir distinguir-se” (AGAMBEN, 2007, p. 1).
Foi Aristóteles em Ética a Nicómaco dedicou dois livros ao estudo da philia e da amizade, que definiu a amizade em três tipos: aquela por prazer, por interesse e a amizade verdadeira, a primeira é fácil de identificar por é a busca do prazer recíproco, a segunda por que são úteis entre si, e a terceira, é possível entre homens bons porque desejam o bem por si mesmo e não colocam o prazer nem o interesse acima da amizade.

 


ETERNAMENTE GRATO / Celso Ferruda
Das lições que a vida nos dá, das páginas que ela nos oferece, dos rascunhos que nos inspira e das folhas em branco prontas para serem preenchidas, digo: Gratidão!
Dos escritos que corrigimos, dos momentos de ensaio, das páginas onde traçamos linhas, da convicção de começar algo novo, Gratidão!
Dos caminhos para evitar erros, dos passos para acertar, dos desafios para encontrar soluções, e pelo que aprendemos para crescer na vida, Gratidão!
Das noites difíceis de dormir, das manhãs com poucos amigos, das vezes que não deu certo, das conquistas que surpreenderam, Gratidão!
De todas as páginas que deram sentido à vida, que ficaram inteiras depois das tempestades, que se mantiveram puras apesar das dificuldades, Gratidão!
Por todas as buscas, todos os sorrisos que demos, os que recebemos, os que brotaram como sementes na terra, Gratidão!
De todas as luas: as que diminuíram, as que cresceram, as cheias de luz e as novas buscando brilhar, em todas as estações, Gratidão!
Eternamente, Gratidão! Pelos sonhos, pelas amizades, pelo equilíbrio da vida, em cada passo da jornada, pela alegria de estar vivo, sem julgar, fazendo o melhor, para que o mundo sorria em cada momento, e eu possa ser, para muitos, uma bênção desejada, gratidão!
Também, gratidão! Sou eternamente grato. Grato pela gratidão dos que agradecem e dos que não agradecem, gratidão, gratidão, gratidão!...

domingo, 26 de outubro de 2025

 


HÁ... /Renate Gigel

Há um mundo dentro de mim

Que me faz padecer

Parece a eterna busca

De um amor, um bem querer...


Pergunto ao vento, à chuva

A Deus

Onde está escondido

Por que não são meus?


Parece que falsa imagem

Ou sórdidos pensamentos

Roem minha essência

Destroem meus sentimentos.


E choro, qual gota salgada

Tentando em vão o consolo

De não encontrar, acuada

O escuso coração

Por quem possa ser amada.


E correm as lágrimas 

Inundam a alma

Busco aconchego

peço: por favor, me salva...


Esperança? 

Novo Hamburgo, outubro/2025

  Presidente da Alvales marca presença na Feira do Livro de Campo Bom

O presidente da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos (Alvales), Jorge Remi Hansen, visitou o stand da Academia Literária de Campo Bom (ALCB) durante a Feira do Livro de Campo Bom.

Com sua habitual simpatia e positividade, Jorge encantou a todos, reforçando os laços de amizade e parceria entre as academias.





 A Acadêmica Margarete Nunes participou, neste sábado, 25 de outubro, do lançamento da Antologia Mosaico de Vozes 2, em Campo Bom, obra da qual faz parte.

O lançamento integrou a programação da Feira do Livro e foi um lindo evento literário, reunindo autores e amantes da leitura em um clima de arte e emoção. 



 No dia 23 de outubro de 2025, a acadêmica Eliane Anselmo esteve em Bento Gonçalves participando de um encontro de formação de professores sobre Educação das Relações Étnico-Raciais, no CMAPA.

Durante o evento, ela entregou um exemplar da Antologia ALVALES 2025 à assessora pedagógica Vanessa B., em um gesto de partilha e valorização da literatura produzida pela Academia. Parabéns, Eliane, pelo excelente trabalho!








 Com orgulho, celebramos o Acadêmico Adão Celir Garcia da Motta, agraciado com Medalha da ONU

No dia 24 de outubro de 2025, durante uma Formatura Militar no 3º Batalhão de Polícia do Exército, em Porto Alegre, o Acadêmico Adão Celir Garcia da Motta recebeu a Medalha Octogésimo Aniversário da Organização das Nações Unidas (ONU), concedida pela Associação Brasileira dos Integrantes dos Batalhões de Suez.

A honraria foi entregue por um Veterano do Batalhão de Paz, em um momento de grande emoção e reconhecimento. A cerimônia contou ainda com a continência ao Coronel Estivalete, da Brigada Militar, responsável pela indicação.








 Parabéns ao acadêmico Sid Fontoura! 

Responsável pelo Instagram da ALVALES, Sid tem feito um trabalho admirável na divulgação das ações da Academia. Em apenas um ano, o perfil já alcançou 1.000 seguidores, resultado de dedicação, criatividade e compromisso com a literatura do Vale dos Sinos.
Que venham muitos mais!



 A Acadêmica Carmen Regina T. de Quadros em tarde de autógrafos — Feira do Livro de Campo Bom

Em uma tarde marcada por carinho e boas conversas, no dia 24/10/2025, a escritora e acadêmica Carmen Regina T. de Quadros participou da Feira do Livro de Campo Bom, compartilhando com o público suas obras e o amor pela literatura.










 


Quisera saber do pão... / Paulo de Vargas
Quisera saber que há o pão na mesa,
nobreza governando com amor,
valor dado igualmente à tal pobreza,
certeza de moedas ao obrador.
Quisera saber que há boa fartura,
moldura apreciada da retina,
sina de governante de ideia pura,
criatura que para o bem se inclina.
Quisera encontrar este governante,
diamante de qualquer bom eleitor,
credor deste bom sonho do votante.
Quisera encontrar nesta vastidão,
cidadão que governa com fervor,
fiador de uma mesa com seu pão.
Primavera de 2025
ESTÂNCIA Velha-RS


 PARTICIPAÇÃO NA FEIRA DOLIVRO, EM CAMPO BOM

A acadêmica Carmen Regina T Quadros estará participando da Feira do Livro de Campo Bom, nessa sexta-feira, dia 24/10/2025, às 14h, com sessão de autógrafos de seus livros sobre a história do cavalo Caramelo.




 Encontro do GT Literatura e Diversidades — 22/10/2025

Um espaço de partilha, reflexão e afeto, reunindo vozes e olhares diversos em torno da literatura. Mais do que um encontro, um convite ao diálogo e à valorização da pluralidade que enriquece nossas leituras e vivências.








 CONTAÇÃO DE HISTÓRIA  INFANTIL NA ESCOLA EMEF  ARNALDO GRIN

Acadêmica Nícias Dória Sauer, participando de momento de contação de histórias na Emef Arnaldo Grin. Momento de alegria e descontração!






DOAÇÕES DE LIVROS

 No dia 21/10/2025 a professora Marta, da EMEB Boa Saúde, recebeu a doação de livros em sua visita à sede da ALVALES.



terça-feira, 21 de outubro de 2025


 ALUNOS DA ESCOLA JAIR FOSCARINI INTERAGEM COM ESCRITORES DA ALVALES

Um registro inspirador! Parabéns à Escola Jair Foscarini por incentivar o contato dos alunos com a literatura local e com os autores da ALVALES. 






 


Alimentando-se deste amor / Paulo de Vargas
Há em ti um tempero de bondade,
uma pitada de leveza,
nas tuas lindas mãos de alteza,
gestos delicados de flor,
a voz macia é um louvor,
e com um que de magnitude,
onde até o cidadão rude,
curva-se pra ti, meu amor.
No doce da tua palavra,
um sentimento açucarado,
de quem nasceu abençoado,
e com uma luz radiante,
norte para seguir adiante,
és a dosagem mais perfeita,
a mais harmoniosa seita,
bem onde tu és a dominante.
Nos ingredientes do teu ser,
a alma da amorosidade,
sem a data de validade,
onde perpetua o teu valor,
fazendo o homem ser senhor,
na magia desta nobreza,
na essência da tua beleza,
alimentando deste amor.
Primavera 2024
IVOTI-RS

 OFICINA DE LEITURA ORIENTADA, COM O GRUPO DO CAPS, MINISTRADO PELA  ACADÊMICA  ELOISA MOURA



Que bonito ver a leitura sendo trabalhada com tanto carinho! Parabéns, Eloisa, pela dedicação e sensibilidade! 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025


POR SID FONTOURA

 Quando penso em escrever sobre minhas histórias, sinto-me um tanto quanto egoísta, pois inevitavelmente ela passa pelas histórias de muitas pessoas, começando pela de meus pais, o apoio, o afeto, o conselho, o carinho, depois tem os professores, mestres inesquecíveis, os colegas de escola, as brincadeiras do recreio, a espera interminável pela sineta, e todos saíamos correndo para casa. O antigo casarão de madeira, a estrada de chão onde brincávamos, minha enferrujada bicicleta, agora abandonada ao lado do velho chalé. Minha infância, uma parte da minha história.

E a vida vai passando, tem gente que parte, mas não sem antes deixar sua história, assim como tem gente chegando, e trazendo sua história para fazer parte da minha. É como um baile de máscaras, onde rodamos pelo salão trocando de par a cada nova volta, com a melodia da vida que nos empurra para mais uma dança, mais um novo giro no salão. E lá vamos nós, mesmo quando choramos sozinhos, sorrindo para a multidão. Histórias que se cruzam, e deixam marcas para a vida toda.
Minha história, formada pelas histórias de muitas pessoas, colegas, amigos que não vejo mais, amores não correspondidos, abraços que em alguns momentos alegravam, em outros consolavam, tudo tão normal, e a vida segue a contar nossa história. Pessoas normais, pessoas como eu, como você, cada uma delas com seus problemas, seus sonhos, seus objetivos, e suas histórias.

 


Fazer um poema, é sempre um doce dilema na suprema hora da escolha do tema! Escolher entre amor e a dor, o rio e a flor, a lua ou mar! O que importa é deixar o coração falar, o pensamento divagar, e as palavras escolher! Terezinha Brandenburger

 


UM É O OUTRO - Sempre precisamos do outro. Para ser concebido precisamos do outro. Para nascer precisamos do outro, para sermos alimentados, caminhar, crescer, aprender e assim por diante precisamos de outros para nos auxiliar a viver melhor. Até quando morremos, precisamos de alguém que nos enterre. Por isso, devemos prestigiar os outros, não desprezar...Todos precisamos uns dos outros. Liti Belinha Rheinheimer

 


De vontade e superação / Paulo de Vargas
Acordo-me com incertezas,
porém, com força de vencê-las,
sei que o rio tem correntezas,
e, que a noite traz estranhezas,
mas, vencidas pelas estrelas.
Primavera 2024
TRÊS Coroas -RS



 Meus pensares borboletas... / Paulo de Vargas

Meus tantos pensares são borboletas,
que surgem das larvas sentimentais,
batendo asas indo para as violetas,
buscando o néctar para meus ideais.
Ora azulados trazendo-me paz,
ou, amarelos da prosperidade,
marrons, mudando sem olhar pra trás,
pretos, limpando a negatividade.
Depois que sai do casulo da mente,
poucos dias já não existem no ar,
mas, pensares procriam frequentemente,
para um novo poema rabiscar.
Primavera 2023
Ivoti-RS
Paulo de Vargas.


 


POESIA É... / Celso Ferruda
Poesia é a beleza da alma,
O encanto dos encontros,
A vida que floresce de dentro para fora.
É a senhora dona do meu e do seu mundo,
A paz e o sofrimento,
A angústia e o ensinamento.
É a prosperidade enfrentando realidades,
É sonho e fantasias,
É construir um mundo onde cabe o eu e o nós, somente.
É a beleza de tanta gente olhando para o céu,
É fazer-se céu as palavras,
Fazer-se luz os caminhos,
Fazer-se amor o brilho de cada olhar rumo à redenção.
Poesia vem da alma e do coração
Poesia vem de você, fazendo-se morada...
Poesia faz-se canção quando o amor habita,
Faz-se visita em lágrimas e emoções
Quando a saudade aperta...
É a flecha certa que atinge a ponta dos corações mais sensíveis, carregados de amor.