DAS VEZES...
Das vezes que contei estrelas
No inspirador céu da esperança,
E tendo as luas como guias,
Matutando algumas poesias
Desde os meus tempos de criança.
Das vezes que corri descalço
Pelos campos da projeção,
Mirando algum ponto no norte
Buscando ser um ser mais forte
Resistindo "ares" na amplidão.
Das vezes que me deparei
Com alguma porta fechada,
Dos contados suspiros dados
E dos sentimentos calados
Jogados nas curvas da estrada.
Das vezes que já mergulhei
Na obscuridade de uma sanga,
E do ineficaz tempo bruto,
Ora procurando algum fruto
Na tal árvore sem pitanga.
Das vezes que já rabisquei
Sem encontrar a poesia,
Porém eu sigo rabiscando
Quem sabe a vida é ir tentando...
Antes que eu não seja mais dia.
Primavera de 2026
ESTÂNCIA VELHA-RS
Paulo de Vargas
"O Montenegrino"

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