SE QUINTANA ESTIVESSE VIVO
Celso Ferruda
Ah, se Quintana estivesse vivo,
Caminhando pela Rua do Arvoredo,
Inspirando-se para mais um livro,
Eu não queria morrer tão cedo.
Queria andar na praça, lado a lado,
Conversando um pouco de tudo,
Tomar um café na mesa do mercado
E ouvir aquela voz ecoar pelo mundo.
Pediria que me ensinasse a ver poesia
No simples caminhar, na simplicidade,
E a fazer amigos com tanta alegria.
Queria ver o pôr do sol, como ele via,
Convidar mais um amigo a poetizar
E apanhar-me pelo braço: “Que alegria!”
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