A literatura liberta / Paulo de Vargas
A literatura liberta,
rompendo os severos grilhões,
povoando a área deserta
como um bom senhor que dá alerta
abrindo as portas das prisões.
Ela muito bem esclarece,
vai rompendo o desconhecido,
entendendo o teor da prece,
e sabendo o que prevalece
deveria de ser banido.
Ela dá asas para o leitor,
a mais purificada fonte,
passando a ser observador
sem limite, sem divisor
numa utopia do horizonte.
E diploma o não diplomado,
a preciosa faculdade
onde o leigo lá do passado
entende bem o doutrinado,
que a verdade ora é inverdade.
A cultura traz liberdade
rompendo paradigmas, medos,
mostrando uma pluralidade,
saindo da singularidade,
desvendando o mundo e segredos.
Primavera 2025
PORTÃO-RS
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