domingo, 28 de setembro de 2025

 


Condenados à liberdade / Sid Fontoura.

Jean-Paul Sartre, filósofo francês e figura emblemática do existencialismo, oferece uma perspectiva única sobre a noção de liberdade. Para ele, cada um de nós é dotado de uma liberdade absoluta, uma liberdade que transcende todas as circunstâncias e limitações.

Em sua obra “O Ser e o Nada”, Sartre argumenta que somos “condenados a ser livres”. Essa afirmação pode parecer paradoxal à primeira vista, mas expressa a ideia de que, mesmo que não peçamos para nascer, somos lançados à existência e, portanto, somos livres. Esse pensamento sartreano enfatiza que a liberdade é inescapável, pois até a escolha de não escolher é, por si só, uma escolha.

Ao contrário de uma visão que poderia ser considerada positiva ou, um claro sinal de poder, para Sartre, a liberdade é um fardo. Cada escolha que fazemos nos define, e por não existirem valores ou regras universais pré-definidos, somos nós que damos sentido à nossa vida e à nossa existência através de nossas escolhas.

Portanto, Sartre coloca a responsabilidade inteiramente sobre nossos ombros. Com cada decisão, não estamos apenas decidindo por nós mesmos, mas também definindo o que acreditamos que um humano deve ser. Como ele famosamente disse: 

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