quinta-feira, 18 de setembro de 2025

 


É muito claro para todos nós, que nossas escolhas definem o caminho a ser seguido. E quase sempre, ao escolher este caminho, abrimos mão de outras direções que tínhamos como opção.

Em nossa vida, é bem comum ouvirmos pessoas dizerem que se sacrificaram por alguém ou por algo. O discurso, em geral, carrega um tom de renúncia, como se a pessoa tivesse sido forçada pelas circunstâncias a abrir mão de algo essencial em nome de outra coisa. No entanto, quando olhamos com mais atenção, percebemos que, na maioria das vezes, o que chamamos de “sacrifício” nada mais é do que uma escolha. E essa distinção é fundamental para que possamos compreender a responsabilidade que temos sobre os caminhos que seguimos.
“Sacrifício” sugere dor, imposição, martírio. Ele carrega a ideia de que algo nos foi tirado ou que fomos obrigados a abrir mão de nossas vontades para agradar a outros ou para atender a exigências externas. Já “escolha” remete a autonomia, consciência e decisão. Quando digo que escolhi algo, estou reconhecendo que, mesmo diante de alternativas difíceis, a decisão partiu de mim.
Ao confundir uma escolha com um sacrifício, acabamos negando a nossa própria capacidade de decisão. Essa inversão gera ressentimentos, frustrações e até uma sensação de injustiça diante da vida. Afinal, se tudo é “sacrifício”, então estamos sempre na posição de vítimas, e não de protagonistas da nossa história.
É verdade que existem contextos de pressão social, econômica e cultural que influenciam nossas decisões. Muitas vezes, escolhemos dentro de um leque reduzido de possibilidades. Mas ainda assim, há uma decisão. Optar por trabalhar mais horas para sustentar a família, abrir mão de um sonho pessoal para cuidar de alguém ou deixar de lado um desejo para priorizar a estabilidade não deixa de ser uma escolha. Dura, pesada, mas será sempre, uma escolha nossa, uma decisão nossa, de ninguém mais.

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