(Retirado do Facebbok do escritor Sid Fontoura)
Gênero literário com raízes fincadas na cultura popular brasileira, o Cordel teve como berço a Região Nordeste. Embora, desde o século XVI, romances em versos de origem portuguesa e espanhola tenham circulado pela colônia, somente em 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil e a instalação da Imprensa Régia no Rio de Janeiro, foi possível a impressão de algumas brochuras que contavam histórias tradicionais, como a da sábia Donzela Teodora, originária de um conto do Livro das Mil e Uma Noites. Histórias contadas de geração a geração, reescritas e ampliadas, passaram a compor o acervo da Literatura de Cordel graças, principalmente, à iniciativa de um poeta genial chamado Leandro Gomes de Barros, que nasceu na Paraíba em 1865, mas viveu parte de sua vida no Recife, onde veio a falecer em 1918. Leandro escreveu, entre tantas obras, História do boi misterioso, A força do amor, O cachorro dos mortos e a História da donzela Teodora.
Publicado originalmente em folhetos de tamanho variado, o Cordel aborda uma grande variedade de temas, dos contos de fadas aos romances de bravura; das pelejas (disputas reais ou inventadas) entre repentistas aos contos de gracejo ou anedóticos. Também narra, de um jeito muito especial, fatos históricos, e reconta a vida de pessoas, anônimas ou conhecidas. Exatamente como Jonas Samaúma faz na coleção Vidas em Cordel. Não é à toa que o Cordel já foi chamado, em outros tempos, de “jornal do povo”.
Imagem: Intranet/imagen
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