Depois das chuvas e dos ventos / Carmen Regina T. de Quadros
Nos
últimos dias, fomos surpreendidos por chuvas e ventos impetuosos que devastaram
cidades e transformaram paisagens. Entre ruínas e histórias partidas, ficou o
silêncio pesado da destruição e, com
ele, a lembrança de que há tornados que também atravessam a alma.
Sim,
a vida tem desses ventos inesperados. Eles chegam sem pedir licença, arrancam
rotinas, planos e certezas. Mas, quando enfim o ar se aquieta, algo permanece
de pé: a força interior, a esperança, a vontade de recomeçar.
Assim
como as cidades se erguem novamente, também nós nos refazemos. Dos escombros,
nasce o aprendizado; das perdas, brota a coragem; e, das tempestades, vem a
serenidade de quem já entendeu que tudo passa, até o vento mais feroz.
Que esta reflexão, neste encontro da ALVALES, nos inspire a seguir firmes, cultivando a arte, a palavra e a amizade, raízes que, mesmo sob o vendaval, continuam sustentando o que há de mais belo em nós.(Escrito em 13/11/2025, para leitura de abertura da reunião da Alvales).
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