domingo, 16 de agosto de 2026

 


No silêncio da alma
No silêncio da alma revivo memórias,
histórias que o velho tempo não apaga,
indaga dúvida se fosse inverdade,
vaidade na vida que a ninguém consagra.
No silêncio da alma revivo momentos,
pensamentos voam ao antanho passado,
calado ao recôndito da reflexão,
dimensão deste caminho já traçado.
No silêncio da alma revivo intempéries,
séries que passam num olhar reflexivo,
meditativo por minutos vividos,
percebidos de ainda aprendiz nativo.
No silêncio da alma revivo caminhos,
espinhos fortes que larguei pela estrada,
cansada memória na viagem terrena,
plena lição que em mim faz certa morada.
No silêncio da alma revivo a atmosfera,
primavera que não floresceu em mim,
fim dado servido de boa semente,
sente minha alma que está perto o jardim.
Inverno de 2026
Portão-RS
Paulo de Vargas
"O Montenegrino"



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