LITERATURA DE CABO VERDE
(Retirado da página do Instagram de Sid Fontoura)
Como nos demais países africanos que foram colonizados por Portugal, a língua oficial é o português utilizada em livros, jornais, televisão e rádio. Embora a constituição nacional exija medidas de paridade entre a língua portuguesa, a língua herdada do colonizador, e a língua materna, o crioulo cabo-verdiano, utilizada por quase todos os habitantes do país e que ganhou mais prestígio a partir da independência país, essa paridade ainda não foi conseguida.
O crioulo cabo-verdiano ou Kriolu é um continuum de dialeto de um crioulo baseado no português. Existe uma literatura substancial em crioulo, especialmente no crioulo de Santiago e no crioulo de São Vicente. As diferenças entre as línguas dentro das ilhas têm sido um grande obstáculo no caminho de padronização da língua. Algumas pessoas têm defendido o desenvolvimento de dois padrões: um norte (Barlavento), centrado no crioulo de São Vicente, e um sul (Sotavento), centrado no crioulo de Santiago. Manuel Veiga, PhD, linguista e Ministro da Cultura de Cabo Verde, é o principal defensor da oficialização e normalização da Kriolu.
De uma maneira bem generalizada, quando pesquisamos sobre a literatura em Cabo Verde é comum encontrarmos a confirmação de que essa literatura é uma das mais ricas da África Lusófona, repleta de poetas famosos como Paulino Vieira, Manuel de Novas, Sergio Frusoni, Eugénio Tavares e B. Léza e Armênio Vieira que embora tenha produzido em prosa é mais reconhecido como poeta. Destacam-se também os prosadores como Baltasar Lopes da Silva, António Aurélio Gonçalves, Manuel Lopes, Orlanda Amarílis, Henrique Teixeira de Sousa, Felisberto Vieira Lopes (Kaoberdiano Dambará)[1], Dina Salústio, Germano Almeida e vários outros.
Muitos críticos e estudiosos consideram a literatura de Cabo Verde como uma das mais importantes da África Ocidental, sendo também uma das mais produtivas dentre as literaturas africanas escritas em língua portuguesa. Embora a maioria das obras literárias seja escrita em português, há livros escritos em crioulo cabo-verdiano, francês e, nomeadamente, inglês.
Fonte:Roberta Maria Ferreira Alvesi/https://www.letras.ufmg.br/
Imagem: Ilustrativa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário