sábado, 20 de dezembro de 2025

 Cada Um Dá o Que Tem...

(Celso Ferruda)
No fim, já percebemos que um dia dá uma coisa, outro nos dá outra, em meio a claridade ou a escuridão e resta confiar naquele que ainda não temos a certeza de vivê-lo e o que irá nos proporcionar. Assim como o ano, passamos um mês, depois outro. Alguns períodos mais intensos, outros menos; alguns que ficam mais marcantes, outros, nem tanto; mas há aqueles que provocam risos, inesquecíveis; saudades fortes, e aqueles que desejaríamos esquecer, pelas decepções e lágrimas, mas não podemos, pois fizeram parte de uma nova visão para o nosso crescimento.
Cada dia dá o que tem: sol, chuva, brisa, encontros, desencontros, chegadas e partidas; fogo, queimadas, fuligem, cinzas... Um bom dia, uma boa tarde, uma boa noite! Uma noite de descanso ou tristeza. Mas também oferece muitas outras instabilidades repentinas que nos surpreendem. E, em cada ano, é como se fosse a sequência dos dias: entra um, perdemos outro, ficam as lembranças boas, e as amarguras, e ficamos esperançosos para o vindouro, formando novas semanas, que depois também se perdem, e fica na lembrança tudo o que nos deram, aquilo que aceitamos, e o que descartamos por inexperiência, intolerância, por egoísmo ou vaidade. E, depois, na soma do tempo, passados muitos meses, nos damos conta da perda, simplesmente por sermos imaturos diante de realidades distorcidas, como certezas de verdades, antes ao diálogo e buscar certezas.
A humanidade é como dias e anos que vêm surgindo. Há pessoas que já entram na vida de alguém brilhando, iluminam as partes escuras, curam feridas, saram cicatrizes e constroem uma vida nova. Algumas vêm e somam muito e também ajudam a somar; outros, como os dias pesados, passam, também ficam para trás, deixando sua lição de vida, como não agir. Outros, os que têm luz, continuam iguais aos dias, como se fossem aqueles raios de luz no horizonte que fazem crescer aquela semente enterrada, parecendo sem vida, em árvore majestosa, colorida, desejada e rica de sentimentos. Ou como um pôr-do-sol no horizonte, indo livre ao descanso, deixando um rastro de belezas em seu céu.
Todos dão, ao longo dos seus dias ou anos, aquilo que têm em seus princípios, ou veem você como luz ou como escuridão; como trave ou como colírio nos olhos, e julgam pelo que pensam, pelo que você tem e não pela essência, pela grandeza, desejando sempre o melhor, querendo sempre o melhor e desejando ver o seu brilho diário, somando meses e anos. Os que têm a trave no olho, enxergam somente a si, e julgam-se que são dias únicos e, realmente, são...
Se, como cada dia e cada mês vivemos, e escolhemos para onde seguir, frente a frente, também fazemos escolhas, damos prioridades ou não, frustramos, ou alegramo-nos, manifestando justamente aquilo que cultivamos em nossa mente e em nossos corações, dando e mostrando ao outro, exatamente, aquilo que cada um de nós tem para dar do que vem de dentro de si.

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