terça-feira, 25 de novembro de 2025

 Primeiro dia de Feira do Livro (25/11/2025), no stand da ALVALES e

Momento de autógrafos do escritor Ivanio Habkost










 Presidente Jorge Remi Hansen e a Acadêmica Eloisa Moura, Patrona da Feira do Livro de Novo Hamburgo, prestigiando evento da ALB em São Leopoldo.


"Bom dia colegas! Estivemos no evento, São Leopoldo, promovido pela Academia de Letras do Brasil, ALB, a nossa querida amiga colega e patronesse da Feira do Livro NH, Eloísa e eu.
Momentos de integração, parceria.
Vão nos prestigiar na Feira.
Gratidão sempre."
Jorge Remi Hansen.








sábado, 22 de novembro de 2025

 


 


O Dia Internacional da Filosofia é uma data proclamada pela UNESCO para celebrar, sempre na terceira quinta-feira de novembro, a importância do pensamento crítico, do diálogo e da reflexão. A primeira celebração ocorreu em 21 de novembro de 2002.

Em 2025, a data foi comemorada no dia 20 de novembro.

Na Alvales, destacamos a data lembrando que o colega e acadêmico Sidney Fontoura, além de escritor, é também filósofo, contribuindo com seu olhar sensível e reflexivo para a nossa Academia.



 


SOMOS ÚNICOS / Lydia Kehl

Aprendemos que:
Deus criou o ser humano a Sua semelhança
Somos únicos
Entre tantas pessoas não encontramos duas totalmente iguais
Vivemos em um mundo repleto de pluralidades
No qual, os mais variados grupos integram o todo
Se faz necessário reconhecer e valorizar suas características
Para vivermos em fraterna união
É na diversidade
Que reside a beleza da vida
Através das diferenças aprendemos, evoluímos
Passamos a enxergar o mundo sob novas perspectivas
Precisamos estar com o coração e mente abertos
Libertar-nos dos preconceitos e julgamentos
E, acima de tudo
Amar a todos os nossos irmãos

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

 


  • Brincando Ter Sido Eleito
    Autor: Adão Motta.


    Aqui bem acomodados
    Qualquer bebida à vontade.
    Bebendo, barbaridade
    desde água ao vinho nobre.
    Brincando de rico pobre
    ou de pobre na fartura
    Vale sermos criatura
    Rico, mesmo sem os cobres.
    Nesta praia nordestina
    num privilégio danado.
    Vale ser afortunado.
    mesmo não tendo dinheiro.
    Brincando de fazendeiro...
    Sem ter fazenda nem gado,
    nem de mansão no povoado.
    Diante a Deus eu reconheço
    Pela vida e o seu apreço,
    Assim ! ... me oportunizado.

 PROJETO APRECIAÇÃO LITERÁRIA - LIVRO PÔR DO SOL, DO AUTOR IVANIO HABKOST


No dia 19/11/2025 tivemos a Apreciação do livro “Pôr do Sol”, do colega e escritor alvaleano Ivanio Fernandes Habkost. Que obra incrível! Uma coletânea de vinte contos, cada um com seu jeitinho especial.

Ao ler, a gente embarca junto: tem sobrenatural, tem suspense, tem emoção, tem reflexões… viajamos por cenários próximos e outros bem distantes, todos conduzidos pela sensibilidade do autor.

Parabéns, Ivanio!
É muita criatividade e talento reunidos em um só livro!

E como diz o próprio autor:
“Literatura é liberdade de expressão!”

Projeto: Apreciação Literária Alvaleana – Reconhecimento e Valorização
Acadêmicos finalizadores e apoiadores: Adriane M. Kalsing, Liti Belinha Reinheimer, Nícias Sauer e Diva Prates.









 




 A Cigana do Rio Paraná

(Releitura poética da musica Pescaria da Cigana)
Noé Teixeira
Fui pescar no entardecer manso,
no espelho calmo do Paraná,
mas o rio, num breve remanso,
me tomou a alma e o olhar.
Entre os juncos veio dançando,
com véu de bruma e luar,
seus olhos iam chamando
quem ousasse ali ficar.
Tinha perfume de vento,
voz de reza e tentação,
falava em meio ao silêncio
como quem cura o coração.
Disse: “Ando os rios do mundo,
sou fado, destino e mar.
Do Paraná ao Prata profundo,
ninguém me pode evitar.”
E eu, que buscava o dourado,
caí na rede do amor
fui peixe mal enredado
nas águas do seu sabor
Dizem que o rio ainda guarda
seu riso de encanto e véu,
e o Paraná, quando alarga,
leva os sonhos para o céu.
Eu, rendido ao seu feitiço,
já não quis mais despertar
a cigana, em um só sorriso,
virou meu rio e meu mar.
09.10.2025

 PATRONA DA FEIRA DO LIVRO

Apresentamos a Patrona da 40ª Feira do Livro de Novo Hamburgo!

É com imensa alegria que anunciamos Eloísa Silva Moura como a Patrona da 40ª Feira do Livro de Novo Hamburgo!
Professora, pesquisadora e referência no incentivo à leitura, Eloísa construiu uma trajetória marcada pela dedicação à literatura, à educação e à valorização da cultura brasileira. Sua atuação no Vale dos Sinos inspira gerações de leitores, educadores e amantes dos livros.
Sua presença nesta edição simboliza o compromisso da Feira com a formação de leitores, com o diálogo e com a potência transformadora da palavra.
Domingo pela manhã, ela estará conosco em um bate-papo especial, compartilhando suas experiências, reflexões e seu olhar sensível sobre o universo da leitura e da escrita.
Celebramos essa escolha com entusiasmo e convidamos você a acompanhar cada momento dessa edição tão especial da nossa Feira do Livro (SECULT)







domingo, 16 de novembro de 2025



 Panela de Ferro / Celso Ferruda

Foi aqui nesta velha panela de ferro
De cor preta, hoje, tão desprezada
Que saiu um alimento feito com amor.
Enquanto lá fora, caia, chuva fina...
folhas tremendo - aqui dentro, um vazio...
o estômago precisava se alimentar.
E a mão que conhece o amor e a bondade
Não permitiu a noite, que a dor da impiedade
Enchesse o mais dos vazios da panela.
Uns picados de carne de sol, foram rápidas
Uma água e um arroz ao fogo, surpreendeu:
Disse adeus, ao choro de fome, deste povo...
Que saudade da terra lavrada, sem lágrimas!
sulcos abençoados: a chuva regava. Eu sorria!
Tudo o que se plantava, também colhia
Não, passava fome, aquele, que plantou um dia.
Saudades da velha panela, no fogo fervendo
E daquela mulher, mãe e vó, que era só amor...
Hoje as saudades dos ancestrais são sabores
Que jamais, jamais, sentiremos outros iguais...

 


Depois das chuvas e dos ventos / Carmen Regina T. de Quadros

Nos últimos dias, fomos surpreendidos por chuvas e ventos impetuosos que devastaram cidades e transformaram paisagens. Entre ruínas e histórias partidas, ficou o silêncio pesado da destruição  e, com ele, a lembrança de que há tornados que também atravessam a alma.

Sim, a vida tem desses ventos inesperados. Eles chegam sem pedir licença, arrancam rotinas, planos e certezas. Mas, quando enfim o ar se aquieta, algo permanece de pé: a força interior, a esperança, a vontade de recomeçar.

Assim como as cidades se erguem novamente, também nós nos refazemos. Dos escombros, nasce o aprendizado; das perdas, brota a coragem; e, das tempestades, vem a serenidade de quem já entendeu que tudo passa, até o vento mais feroz.

Que esta reflexão, neste encontro da ALVALES, nos inspire a seguir firmes, cultivando a arte, a palavra e a amizade, raízes que, mesmo sob o vendaval, continuam sustentando o que há de mais belo em nós.(Escrito em 13/11/2025, para leitura de abertura da reunião da Alvales). 

 


 

BOLO QUEIMADO / Celso Ferruda

Já faz algum tempo, quando meus filhos ainda eram muito pequenos, por volta das duas horas da manhã, resolvi fazer um bolo e coloquei no forno. É certo que já estava cansado do trabalho, toda a rotina da casa para enfrentar, ainda tentei agradar meus filhos fazendo um bolo de chocolate caseiro... Mas me atrevi a deitar um pouco, enquanto o bolo estivesse assando, para descansar meu corpo...
Tinha planos para que o levassem um pedaço para a escola ao amanhecer, para fazerem seu lanche, mas o sono não me poupou, e algumas horas apaguei e dormi... Imaginei então, num pulo da cama: - meu bolo deve estar quase pronto, já estou sentindo seu cheiro, vou levantar e desligar o fogo para não queimar... Pronto! Já era tarde...
Pensei: Quantos pais queimam o bolo em suas casas, no descaso com seus filhos? Quantos adormecem na vida sem fazer algo que possa ser útil à humanidade? Somos seres que, mesmo cansados, ainda temos a capacidade de raciocinar e pensar um pouco... Mas por que criamos um filho com tanto carinho, assim como um bolo de chocolate, depois não somos capazes de cuidar da fermentação, dosar o calor, o companheirismo e o deixamos queimar-se, perdendo o gosto de ouvi-lo com a mesma pureza, com a mesma sanidade de um bolo assado no ponto?
Minha casa tomou-se de fumaça, quando abri a porta do forno. Mas não impediu que a forma estivesse em minhas mãos. Não impediu que retirasse aquele bolo, tirasse desta forma tudo aquilo de horrível que fora deixado com a queima, e que pude perceber neste, meditando... Pude perceber igual a um filho, tomado pelo fogo dos descuidos, poderia ver minha casa em chamas, ficar sem roupas, queimar a mim, e na tentativa de salvá-los, dar o pulo da cama da qual estaria dormindo, e já ser tarde demais.
É ilusão dizer que tudo posso!.. Meu corpo necessita de descanso, de alimentação, de tratamento, de cuidados... A mesma chama que queimou o bolo não pode queimar sentimentos... por que ao acordar as crianças imediatamente em sua pureza, pediram um pedaço de bolo em seu café. Qual seria minha reação se não tivesse um mercadinho de bairro perto de casa? Não teria queimado o desejo dos meus filhos, de comer aquele bolo de chocolate feito enquanto eles se preparavam para deitar e descansar para o dia seguinte ir na escola?...
Muitas vezes queremos agradar. Queremos fazer o melhor possível, mas surgem os problemas e nos impedem. Queimamos energias desnecessárias, e perdemos tempo de abraçar, de dar carinho, de dar atenção a nossos filhos... E assim o tempo passa. E com ele tudo se vai. Fica o melhor que de bem fizemos. O bolo queimou, não faz tanta diferença. O que faz a diferença é você tentar, você cuidar, achar alternativas para que não fique um vazio, nem vire tudo fumaça a sua volta e ofusque os olhares, daqueles que querem lhe ver bem, nem de você ao bem que o mundo necessita.

RECORDAÇÃO

Acadêmica e vice presidente da ALVALES. Lançamento seu livro AIDA, em 2016.


MARTHA MEDEIROS, PATRONA DA FEIRA DO LIVRO,  EM PORTO ALEGRE, SE DESPEDE


 E já estou entrando em estado de saudade. Último fim de semana da Feira do Livro de Porto Alegre, ainda estarei lá hoje e amanhã à tarde, construindo as derradeiras memórias. Quantos encontros incríveis, conversas, trocas, sorrisos. E sustentando isso tudo, a literatura.



 


 As acadêmicas Carmen Gomes e Nícias Dória Sauer visitaram a Escola Estadual Jair Foscarini, no bairro Boa Saúde, onde entregaram livros de diversos acadêmicos para enriquecer o acervo da biblioteca da instituição. A ação reforça o compromisso da ALVALES com a promoção da leitura e o incentivo à formação de novos leitores.






 Oficina de Escrita Criativa e Crochê realizada na sede da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, unindo arte, imaginação e convivência.


 



O presidente da ALVALES, Jorge Remi Hansen, participou da Feira do Livro de São Leopoldo, representando com entusiasmo a Academia e fortalecendo a presença da instituição no cenário cultural da região.

 


Na praia da paixão / Paulo de Vargas.

Quisera contar estrelas à beira do mar,
nas madrugadas calientes do coração,
um bom poema na areia pura rabiscar,
e sentir a brisa perfumada da paixão.
E quisera tanto confidenciar à lua
quanto sinto a tua ausência nas noites vazias,
quando pela cidade, perambulo na rua,
sem o tema das minhas preciosas poesias.
Quisera sentir o mar tocando em meus desejos,
salgando o doce mistério deste bom viver,
as estrelas iluminando os nossos bons beijos,
deixando o nosso poema na areia pra alguém ler.