domingo, 8 de fevereiro de 2026



 Por que a literatura é a memória que nos salva? Retirado do instagram de Sid Fontoura


Porque ela transforma experiência privada em experiência partilhável. Porque desacelera, fixa, dá forma ao que seria apenas passagem.

Walter Benjamin, (1892–1940) foi um influente filósofo, crítico literário, ensaísta e sociólogo alemão de origem judaica, associado à Escola de Frankfurt, dizia que a experiência transmitida é a fonte de todo narrador — mas no mundo moderno, vivemos rápido demais, esquecemos antes de sedimentar.

A literatura age contra isso: não como arquivo de fatos, mas como reconstrução criativa do vivido.

Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust foi um escritor francês, mais conhecido pela sua obra À la recherche du temps perdu, que foi publicada em sete partes entre 1913 e 1927, não escreveu apenas um um diário, mas história de vida. Graciliano Ramos de Oliveira foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro, considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira. Ele é mais conhecido por sua obra Vidas Secas. não apenas “contou” a infância e as adversidades. Ambos deram forma literária ao que foi confuso, caótico e realista ao mesmo tempo. .

Por isso os livros permanecem — não porque descrevem o passado, mas porque nos ajudam a habitá-lo de novo.

Mais sobre este tema em: @pessoaeditora

 


Yemanjá / Paulo de Vargas

Yemanjá deusa dos mares,
através das suas águas
abençoe nossos lares
dissipando todas mágoas.
Verão de 2026
ESTÂNCIA VELHA-RS
"O Montenegrino"

 


Quanto vale um professor? / Paulo de Vargas
Quanto vale um professor?
Apenas tapas nas costas?
Certas palavras impostas,
a promessa de valor...
E o nosso doutrinador,
um gladiador docente
com força do onipotente,
tira dos seus para os seus,
jamais quer dizer adeus,
nunca refuga a vertente.
Paulo Freire já dizia:
"educar não muda o mundo,"
mas as pessoas num segundo,
isto é claro como o dia,
e o mundo vira poesia
sob boas mentes pensantes,
para colher os diamantes,
sonhado pelos docentes,
das pessoas experientes
também dos bons governantes.
É a arma mais poderosa
para um mundo mais humano,
a educação é um bom plano
para uma meta valiosa,
Mandela na sua prosa
há tempo vinha falar,
"só queira sempre educar."
Mas tem administrador
que esquece do professor,
querendo lhe desarmar.
Desarmando de estrutura,
e também de segurança,
mas enquanto isso, a pujança
cresce com certa postura
vai fazendo outra leitura
dando a si, o seu próprio aval,
esquecendo do plural,
da classe dos professores
sem dar devidos valores
nem aumento salarial.
O que muita gente esquece,
que não tendo professor,
um futuro devedor
lamentará numa prece,
e a ansiedade que cresce
vendo o norte desnorteado,
certa ausência do educado,
vagas sem profissionais,
quem sabe sem policiais
povo desestruturado.
O professor é uma ponte,
liga o presente ao futuro,
às vezes fica no escuro,
mas não perde o horizonte,
pois ele é a própria fonte,
que todos bebem um dia,
quem sabe a própria poesia,
no papel jamais se cansa,
o bom sonho da criança,
a esperança da utopia.
Coração que vai pulsando
as mais preciosas lições,
sem desafinar canções
seguindo firme educando,
uma voz que vai ecoando
entre outras no seu caminho,
que olhem com muito carinho
carências do educador,
dando devido valor,
não lhe deixando sozinho.
Seja bem-vindo o cordel,
poesia com rapadura,
e que essa seja a viatura,
com bençãos do magno céu,
convencendo o coronel
de olhar para os professores,
comover-se com as dores,
e cada precária escola,
pois, poesia consola,
não apaga dissabores.
Verão 2026
ESTÂNCIA VELHA-RS

"O Montenegrino"

 


Na renúncia do eu / Paulo de Vargas
Não vivas aquilo que vivi por ti,
ao viveres, perderás o teu viver,
vivendo entenderás o que já vivi,
pois, então, morrerás antes de morrer.
Verão de 2026
ESTÂNCIA VELHA-RS

"O Montenegrino"

 


VOCÊ VEIO E TROUXE SORTE / Celso Ferruda
Tantas vezes eu andei por aí
Tentando encontrar minha sorte.
Quando vi, estava ao meu lado
Foi só abrir meus olhos e olhar...
Um sorriso apareceu, tudo começou a mudar.
Você veio e se apossou do meu tempo
E meu tempo se entregou a sorrir.
"Você veio e trouxe sorte para mim"
Você falava, olhando em meus olhos...
Eu já digo que você veio, e deu sorte,
Caminhando ao meu lado...
Como é que eu não posso...
Erguer minhas mãos para o céu,
Dizer a Deus, o pai mais fiel:
Obrigado! por você ser meu bem,
E estar sempre ao meu lado...
"Você veio e trouxe sorte para mim"
Você falava, olhando em meus olhos...
Eu já digo que você veio, e deu sorte,
Caminhando ao meu lado...
Como é que eu não posso...
Erguer minhas mãos para o céu,
Dizer a Deus, o pai mais fiel:
Obrigado! por você ser meu bem,
E estar sempre ao meu lado...

 


A VIDA CONTA.../ Celso Ferruda

É uma história construída
Entre madeiras e pó vivida.
Quarenta e cinco anos, não é assim,
São dias que parecem não ter fim.
Da vassoura ao escritório
Do céu ao purgatório...
Da intensidade do servir
A tamanha dor, ao ferir...
Cartão número oito que o diga
Fevereiro, dois, me obriga...
Três chamadas, uma só escolhida
Tiro certo, profissão escolhida...
Realização, emoção e descoberta
Por vezes sapato justo aperta,
Mas também jornal velho da lição
Bons olhos podem ver a pérola no chão...
Ah, como é delicioso lembrar na história
Que algo me preparou a memória
De voltar ao tempo, onde iniciei
onde construi e os caminhos que passei.
Nada foi fácil nesta caminhada...
Houve lombas e longa escada.
Caminho de volta para casa
Era a bênção de cada fim de jornada.
A vida conta, no íntimo do viver
Cada gozo, e do jogo, cada merecer...
Conta a história construída como ser
E o ser, na história, as páginas para ler.
A vida continua contando para acreditar
Que é amando que se deve trabalhar.
Que é superando, que se cresce
Que o trabalho dignifica e enobrece...
Projetos de vida seguem por outros projetos
Mesmo sangrando as mãos e o peito
não teve outro jeito, era o meu sonhar..
Um dia construi, hoje há a certeza no versar.
Canto meus princípios na canção
É oração que faço em cada abraço
E o amor que dou é um forte laço
prendendo-se ao seu, não sobra espaço.
Amo o que eu faço! Gratidão!

 


A lua e o poeta / Paulo de Vargas

Quando não vens na janela
um breu se faz no meu eu
sem as estrelas poéticas.
As ideias viram céticas,
do amor, torno - me um ateu,
sem a minha musa bela.
Verão de 2026
ESTÂNCIA VELHA-RS
"O Montenegrino"

  Por que a literatura é a memória que nos salva? Retirado do instagram de Sid Fontoura Porque ela transforma experiência privada em experiê...