Por que a literatura é a memória que nos salva? Retirado do instagram de Sid Fontoura
Porque ela transforma experiência privada em experiência partilhável. Porque desacelera, fixa, dá forma ao que seria apenas passagem.
Walter Benjamin, (1892–1940) foi um influente filósofo, crítico literário, ensaísta e sociólogo alemão de origem judaica, associado à Escola de Frankfurt, dizia que a experiência transmitida é a fonte de todo narrador — mas no mundo moderno, vivemos rápido demais, esquecemos antes de sedimentar.
A literatura age contra isso: não como arquivo de fatos, mas como reconstrução criativa do vivido.
Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust foi um escritor francês, mais conhecido pela sua obra À la recherche du temps perdu, que foi publicada em sete partes entre 1913 e 1927, não escreveu apenas um um diário, mas história de vida. Graciliano Ramos de Oliveira foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro, considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira. Ele é mais conhecido por sua obra Vidas Secas. não apenas “contou” a infância e as adversidades. Ambos deram forma literária ao que foi confuso, caótico e realista ao mesmo tempo. .
Por isso os livros permanecem — não porque descrevem o passado, mas porque nos ajudam a habitá-lo de novo.
Mais sobre este tema em: @pessoaeditora